Diante da dualidade platônica: mundo inteligível x mundo sensível, dar-se-ia, de fato, o alcance da verdadeira sabedoria através da morte? De acordo com Platão em seu livro Fédon, a “resposta” para tal indagação encontra-se na libertação do corpo, partindo do pressuposto ser este o “cárcere da alma” e, que, carrega consigo os impedimentos para tal “evolução”. Seria, então, como afirmou uma das integrantes, o corpo uma passagem enquanto a alma sobrevive?
A partir disso, enquanto o corpo é da ordem material dotado de apego aos prazeres da vida, a alma como habitante dessa entidade seria o quê? Uma idéia, por assim dizer?
Segundo uma visão contemporânea no que diz respeito à esse apego material, uma vez que o corpo é visto como um “entrave” ou “detentor do prazer”, os participantes da roda filosófica se questionavam se a raiz desse apego material não faria o homem um ser limitado? Além disso, não o tornaria, ou melhor, não o faz o consumista dos dias de hoje? Seria um prazer plástico? Podemos, realmente, atrelar o ser humano à afirmação: “O homem ficou aterrado ao materialismo”? Frente à essas reflexões, a alienação pode ser encarada como uma constante, incessante, ou até mesmo, “cega busca” pelo prazer? Vinculado a isso, podemos pensar o que vem por detrás desse fenômeno como algo da ordem da falta, do vazio... É a falta do não ter?
“Eu não tenho e quero ter!” Essa frase pode ser interpretada como um constante fluido que caminha de mãos dadas com a dita alienação rumo ao grande consumismo do universo capitalista? Acrescenta-se a essas interrogações o que foi exposto no Café: “O ser humano vai sendo engolido por essa realidade...”; Qual o lugar do prazer na realidade? Se sou um filósofo, como posso reduzir as coisas materiais? Sou escravo das minhas escolhas, dos meus pensamentos? Eu tenho o corpo. E o corpo, me tem? É possível viver com uma dosagem significativa de autonomia, de liberdade? Qual seria o caminho de acesso à isso?
Corpo, alma... Corpo x alma... Apego, prazer, sabedoria... Liberdade!
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